sábado, 21 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Pastor Ricardo Gondim rompe com movimento evangélico por não apoiar intolerância

O pastor Ricardo Gondim (foto), 54, anunciou em seu blog que está se afastando do que ele chama de “movimento evangélico” para não ter de compactuar com a intolerância e com a transformação dos cristãos em consumidores.
Em um texto com o título “Tempo de Partir”, indagou: “Por que uma ruptura radical?” Ele respondeu que está preservando a sua “alma da intolerância”. “O movimento evangélico nacional se apequenou.”
“Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire marca que vende bem”, escreveu. “Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos.”
Gondim afirmou que não abandonará a sua vocação de pastor, mas ainda não sabe que rumo vai tomar. “Mas estou certo dos caminhos por onde não devo seguir.”
Ele disse que a sua fé está marcada por rompimentos. Foi batizado na Igreja Católica, passou pela Igreja Presbiteriana, pertenceu à Assembleia de Deus e ultimamente estava na Igreja Betesda, onde virou “um estorvo”.
Gondim não tem para onde ir, a não ser o ateísmo.
por José Geraldo Gouvêa
Gondim começou a se tornar um “estranho no ninho” quando, no começo de 2011, escreveu o artigo “Deus me livre de um Brasil evangélico”, onde destaca que o puritanismo religioso importado dos Estados Unidos, caso continue se expandindo, causará uma devastação na cultura brasileira, entre outros danos.
O pastor criou nova polêmica entre seus pares quando defendeu a união entre homossexuais. E também quando escreveu que Deus não está no controle de tudo, porque, se estiver, Ele pode ser apontado como o responsável também pelas mazelas da humanidade.
Mais recentemente ele disse, em uma entrevista na TV, que os ateus têm de ser ouvidos e respeitados. Já antes dessa entrevista chegou ser chamado de "pastor herege".
Gondim escreveu qual foi o resultado desses seus posicionamentos: “Senti na carne a intolerância e como o ódio está atrelado ao conformismo teológico”.
O pastor contou em seu artigo de agora que vivenciou algumas falcatruas cometidas por cúpulas de igrejas, como o aliciamento em eleição de pastores. Em outro caso, disse que participou de “cruzadas evangelísticas” cujo objetivo foi tão somente filmar multidão para exibi-la nos Estados Unidos com a finalidade de arrecadar dinheiro.
Seguem trechos do artigo do pastor.
- "Sou testemunha ocular de pastores que depois de orar por gente sofrida e miserável debocharam delas, às gargalhadas."
- "Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis."
- "As decepções não foram suficientes para azedar a minha alma, sequer fortes para roubar a minha fé."
- "Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia".
- "Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir."
- "Quero dialogar com as ciências sociais. Preciso variar meus ângulos de percepção. Não gosto de cabrestos. Patrulhamento e cenho franzido me irritam."
Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/02/pastor-rompe-com-meio-evangelico-por.html#ixzz1qcjlI6lw
Reprodução deste texto só poderá ser feita com o crédito e link da origem.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
João de Barro

O joão-de-barro é um excelente arquiteto. Aprende a identificar a direção do vento ao longo de sua vida. Na época de reprodução, o pássaro constrói seu ninho na direção contrária ao vento para que a fêmea e os filhotes fiquem protegidos da chuva e das ventanias, leva de 3 a 5 dias para fazer sua casa, usando barro úmido, palha e esterco seco, chegando a realizar de 500 a 2000 viagens, para carregar o material necessário.Sua casa tem dois cômodos: a câmara incubadora e a antecâmara, parecida com um forno.
Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a contrução de novos ninhos, o pássaro o constrói acima ou ao lado do velho.
Na cultura popular, é tido como passarinho trabalhador e inteligente e eu concordo plenamente. Seu canto parece uma gargalhada, no Sul dizem que, quando ele canta, é sinal de bom tempo, e é amigo de todos, corajoso, nada tímido, chega-se com estranha confiança bem perto do homem, corre, pula e grita, como que dando risos e gargalhadas, como se soubesse que é bem-vindo..
A fêmea, conhecida como "Joaninha-de-barro" ou "Maria-de-Barro", também ajuda na construção do ninho, mas não é constante.O casal, como em tudo, são inseparáveis, também revezando o difícil trabalho de incubação dos ovos e da alimentação dos filhotes.
Podiam-se se chamar símbolo da vida doméstica e é por isso que os brasileiros gostam de vê-lo e ouvi-lo pela vizinhança.
Quando o João de barro e a Maria-de-barro assumem compromisso, é para todo o sempre. Eles vivem sempre em casais que nunca se separam. Quando morre o companheiro passam o resto da vida só.
João quando se sente traído ou seja se ele perceber que a mariazinha pulou a cerca, tranca ela pra sempre em sua casa fechando a saída, não sei se é real ou lenda, que cruel né.
Não identifiquei o Autor. Belo texto!