CIOs demonstram grande preocupação com projetos de Business Intelligence. Alguns comemoram a implementação, outros não obtiveram tanto sucesso como gostariam. Dos que tiveram êxito, encontramos empresas como: BSH Continental, Indiana Seguros, Medley, Grupo Martins e Telefônica. As implementações no Brasil de maior sucesso estão nos segmentos bancário e operadoras de telecomunicações.
Os êxitos ocorrem principalmente em empresas que possuem os dados brutos bem desenhados. Em BI há duas preocupações interdependentes que são: o mundo transacional (OLTP – Online Transaction Processing) e o mundo Analítico (OLAP – Online Analytical Processing). O primeiro é direcionado a transações, operação da empresa e o segundo direcionado à análises, gestão/suporte à decisão.
Se a visão analítica for bem formatada, o usuário final terá condições na tomada de decisões, com maior acerto. Não adianta uma quantidade enorme de controles de performance, o mais indicado é que haja foco no que trouxer maior resultado. A visão analítica de qualidade, propicia um melhor cruzamento das informações, pode produzir resultado multidimensional, mais popularmente conhecido como cubo, com visão por linha de produto, cliente, região e desenhados numa linha de tempo qualquer. Através de Star Schema ou esquema estrela, que é o arranjo dos dados em forma de diagrama em torno de uma grande tabela (fatos), rodeada de outras tabelas menores, chamadas dimensões. Muito mais simples com dados organizados estabelecer inter-relações entre os dados.
BI é assunto sério para empresas como a fabricante de eletrodomésticos BSH Continental. Quando optaram por substituir o ERP para SAP, adequando-se à matriz alemã; compraram no pacote de módulos o BW também, que trata-se do módulo de BI da SAP. O surpreendente dessa história é que já possuíam outra ferramenta de BI, que por não ter compatibilidade com SAP, foi substituída, mas a visão da contribuição do BI permaneceu intacta. BI para esta empresa é prioridade, ao ponto que disponibilizaram acesso remoto para 33% dos usuários da ferramenta.
Os benefícios para a empresa Indiana Seguros não foi diferente, que com o objetivo de automatizar a gestão de vendas e ter informações mais precisas para a equipe de vendas e gestores, optou por implementar BI. Como resultado facilitaram o levantamento de dados fiscais e legais para atender requisições do Fisco e, com o uso de Smatphones associados ao uso da ferramenta BI, gestores deixaram de circular com notebook, reduzindo o custo de manutenção e minimizando risco de roubos.
A Telefônica foi outra empresa que implementou o BI, com o objetivo de aumentar a sinergia entre as áreas de negócio, substituindo o banco de dados; buscavam também a integridade e segurança dos dados. O resultado foi um BI que propiciou maior liberdade e flexibilidade para fazer as queries e extrações, agilizando a gestão da base de clientes, integrando em base única: clientes residenciais, pequenas e médias empresas e grandes contas.
Um BI bem formatado aumenta faturamento, permite o uso de Mining possibilitando identificar relacionamentos e padrões comportamentais dos clientes, possibilitando fazer cross-selling (sugerindo produtos complementares) e up-selling (adicionando mais itens em função da necessidade). Ajuda também internamente, com o desenho de bons indicadores para implementar um bom BSC, com KPIs bem definidos, mensurando os objetivos definidos em relação às perspectivas de valor, ligadas a finanças, clientes, aprendizagem e inovação e processos internos.

